DEUS ABOMINA SACRIFÍCIOS E HOLOCAUSTOS

 

 

Um dia estava eu falando com alguém dizendo o que penso sobre o sacrificio ou morticínio de animais todos os dias para a nossa errada forma de  alimentação e essa pessoa tentou justificar que já no tempo de Jesus Cristo (e antes disso) se matavam animais em holocaustos oferecidos a Deus como se Ele fosse um apreciador de cadáveres incinerados cujo cheiro de carne e sangue queimados subissem até às suas ‘narinas’.

Há mesmo quem faça suas leituras e interpretações bíblicas para dar respostas pessoais  dizendo que “Deus exigia sacrifícios de animais para que a humanidade pudesse receber o  perdão dos seus pecados”... referindo-se ao Levítico 4:35 e outros versículos que no meu entender são autênticos disparates que induziram no erro as multidões ligadas às  religiões que mantêm ainda viva uma prática abominável de sacrifícios de animais  inocentes cujo sangue é derramado injustamente.

Há mesmo uma "Festa do Sacrífcio" ou a chamada  ‘Transliteração’  da tradição muçulmana que ocorre 70 dias após o Ramadão, coincidindo com o Haij (Peregrinação a Meca) e faz parte das comemorações religiosas do Islão. É o Eid ul-Adha que se realiza a partir do 10º dia do último mês do ano lunar do calendário islâmico e tem a duração de 4 dias onde se trocam presentes e se matam inúmeros animais num espectáculo cruel que Deus abomina ou condena em qualquer Religião.  

Não compreendo esta “festa” em pleno século XXI  que o próprio Maomé condenaria quando já dizia: "Aquele que tem piedade (até) para com um pardal e poupa sua vida, Alá ser-lhe-á misericordioso no dia do julgamento . Uma boa acção feita a um animal é tão meritória quanto uma boa acção feita a um ser humano, enquanto um acto de crueldade a um animal é tão ruim quanto um acto de crueldade para um ser humano”...

Estes actos sanguinários contrariam os princípios do Islão, diz o imã Al-Hafiz Basheer Ahmad Masri que afirma: “a mutilação ou interferência no corpo de um animal vivo que lhe cause dor ou deformação contraria os princípios islâmicos".

Jesus Cristo também dizia: “Vim para abolir as festas sangrentas e os sacrifícios, e se não cessais de sacrificar e comer carne e sangue dos animais, a ira de Deus não terminará de persegui-los, como também perseguiu a vossos antepassados no deserto, que se dedicaram a comer carne e que foram eliminados por epidemias e pestes...” 

(Isto está escrito no capitulo 21 do “Evangelho dos Doze Santos”, um dos Manuscritos encontrados nas cavernas de Qumram junto ao Mar Morto).

Por fim, Deus falou pela voz do Profeta Isaias dizendo:

“De que me serve a multidão de vossos sacrifícios? Já estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais nédios; e não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes.  Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isso (tais sacrifícios) de vossas mãos e viésseis pisar meus átrios?”

E até mesmo referindo-se a outro género de cultos falsos, Deus dizia também o seguinte:

“Não tragais mais ofertas debalde: o incenso é para mim abominação e as luas novas, e os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade, nem mesmo o ajuntamento solene. As vossas luas novas e as vossas solenidades aborrecem a minha alma; já me são pesadas, já estou cansado de as sofrer ...

“Quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós meus olhos: sim, quando multiplicais as vossas orações (tantas vezes vãs repetições) não as ouço porque as vossas mãos estão cheias de sangue...

“Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade dos vossos actos, cessai de fazer o mal : Aprendei a fazer bem, praticai o que é recto...”

 Ora, estas palavras para mim são as mais verdadeiras de um Deus Justo e Bom, que estão escritas no Velho Testamento em Isaias – Cap. 1: 11 a 17.

Portanto, para quem tenha ainda dúvidas e tente justiticar dalgum modo o abate cruel de animais, seja para sacrifícios religiosos ou os da própria alimentação, pode tirar daqui a sua conclusão.

De resto, um dos 10 Mandamentos da lei de Deus diz mesmo  “NÃO MATARÁS” e penso que isso não se refere apenas em relação aos homens como também aos animais. Não se justifica sequer abater qualquer animal para consumir o seu cadáver retalhado no prato sobre a forma de refeição pois o homem não é um animal carnívoro ou necrófago e sim um ser que deve respeitar a sua verdadeira condição comendo apenas o que lhe foi destinado logo desde o príncípio no próprio Génesis da Criação, porquanto está escrito:

“E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dá semente (cereais, vegetais, leguminosas) que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore em que há fruto de árvore que dá semente (frutos diversos, oleaginosas) ser-vos-á para mantimento”. (Cap. 1:29)

E assim foi por muito tempo até que a espécie humana degenerou de sua condição e aconteceu o Dilúvio, após o qual algumas espécies de animais sobreviventes podiam ser consumidas pelo homem até que os solos se restabelecessem e voltassem a ser cultivados  produzindo alimentos tal como se faz hoje. Porém, grande parte da Humanidade se viciou no consumo de cadáveres de animais que hoje é uma grande fonte de rendimentos para seus criadores que contribuem para a Degradação da Civilização sem saber talvez que jamais haverá paz no mundo e harmonia na vida das pessoas enquanto todos persistirem neste modo errado de Alimentação.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

Ver página: A RAZÃO DE NÃO SE COMER CARNE

 

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